Uma tecnologia desenvolvida por um analista de sistemas brasileiro está ajudando médicos e enfermeiros do Paraná a salvar vidas e a reduzir os casos de infecções graves, como a SEPSE, uma infecção generalizada. Com o uso de inteligência artificial, o programa “aprendeu” a identificar sinais da doença cruzando normas de protocolos internacionais e os históricos de 7 mil pacientes. Com a inserção de mais dados de pacientes, a tendência é o diagnostico ficar mais preciso.

Batizado pelo nome de Laura, o robô foi desenvolvido com tecnologia cognitiva para potencializar os processos operacionais e a capacidade dos profissionais de saúde em identificar casos de SEPSE. O sistema é composto por 263 softwares que reúnem os dados vitais dos pacientes a partir dos prontuários e exames inseridos no sistema. O programa monta um mapa de risco e reconhece sinais de alerta, como alterações na temperatura e em parâmetros sanguíneos.

A missão da Laura é procurar exaustivamente a cada 3,8 segundos qual o paciente que está em estado mais crítico de todo o hospital. O robô identifica os quadros de risco e avisa a equipe médica por meio de televisões em postos de enfermagem. Se alguém está em perigo, a tela fica alaranjada e exibe o quarto e o leito do paciente. Caso as equipes demorem a responder, o robô envia alertas para o celular delas.

A SEPSE é o motivo de 65% da mortalidade nos hospitais do Brasil e mata 1 pessoa por segundo no mundo. Estas mortes podem ser evitadas se os pacientes receberem a medicação adequada dentro de um tempo limite. Hoje, por conta das tecnologias existentes e modus operandi aplicado, a maioria dos casos são diagnosticados muito tarde.

Para mais informações:  http://www.sonhodelaura.com.br

BulletOutros casos na área de Saúde